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150 horas testando o RAZR

Minha primeira impressão deste smartphone foi praticamente a mesma de quando testei o Atrix.

Bem construído, rápido e com uma tela muito boa.

O que realmente melhorou foi a sua pegada, graças as ranhuras na parte de trás e por estar bem mais fininho.

A quantidade de recursos presentes é enorme, mas em vez de ajudar muitas vezes isso acaba atrapalhando.

Área de trabalho confusa. Mas pode
ser personalizada

Tela de abertura precisa de uma faxina

Acho que a Motorola deveria rever o layout da área de trabalho.

Os ícones e widgets ficam meio soltos no espaço de trabalho, sem muita lógica para o usuário. Muitas vezes fica difícil saber qual o comando que se deve usar para avançar ou retornar.

Melhor seria dividir os aplicativos em blocos. Mas, justiça seja feita, esta também é uma das características do sistema operacional Android: deixar que o usuário faça a sua própria configuração.

Bem, então prepare-se para gastar um pouco do seu tempo para personalizar a área de trabalho.

Feito isso, é hora de descobrir os recursos presentes no Razr. E eles não são poucos.

Google Maps: é aqui que se conhece a qualidade da tela

Recursos ele tem de sobra

Se você for um usuário de redes sociais, e-mails, MSN, serviços de troca e envio de fotos e vídeos, este smartphone vai ter a sua cara.

A maioria dos aplicativos oferece a opção do envio e compartilhamento de arquivos. Outra boa mudança que percebi entre o teste do Atrix e do Razr foi a melhoria na qualidade dos aplicativos Android.

Acho que finalmente os desenvolvedores estão se livrando do “estilo Windows” e adaptando seus layouts para os dispositivos móveis.

Um bom exemplo do que estou dizendo pode ser visto no Grooveshark, um aplicativo de música streaming e rádios online. Baixe o app e depois compare com o mesmo serviço na página do desenvolvedor em um PC. Num smartphone fica bem melhor, mais simples, mais leve e mais intuitivo.

E assim como o Grooveshark, vários outros aplicativos estão seguindo esta filosofia. Seguindo o que já é feito pelo Google (Gmail, YouTube, Google Maps, etc).

Vida mais fácil

Fora isso o Razr trás vários “mimos” para o usuário. Como desligar automaticamente quando colocado no bolso. Ou fechar a tela quando você atende a uma chamada.

Aliás os fabricantes de smartphones estão oferecendo tantos recursos, que as vezes você se esquece que ele deveria ser um celular.

Mas, assim como nos aplicativos, é preciso dedicar um bom tempo para as configurações. São tantas as opções que provavelmente o usuário comum não terá paciência em escolher uma a uma.

Motocast: Linux está fora

Um muitos serviços disponíveis no Razr é o MotoCast, que serve para a transferência de arquivos entre o smartphone e outros dispositivos.

Para usá-lo é preciso baixar um programa dentro de um PC ou MAC. Mas, para minha surpresa, não havia a opção para Linux.

Alô pessoal da Motorola, vamos corrigir isso! Para dizer bem a verdade, até que esta opção de download para Linux está presente… mas leva para uma página de download para o sistema Windows.

Swype facilita – e muito – a digitação

Teclado e comando de voz

Um bom smartphone precisa ter recursos de teclado virtual e reconhecimento de voz. E o Razr oferece o Swype. Para não ficar “catando milho” é só ficar pressionando as teclas que as palavras vão se formando na tela.

O que ainda não funciona muito bem é o reconhecimento de voz. Se for o som de uma palavra comum, como “Android”, o sistema reconhece. Mas se embaralha todo em muitas outras palavras.

E se você quiser dar um comando para abrir um aplicativo precisa pronunciar o caminho correto, ou seja o nome exato do aplicativo.

Mas esta não é um problema do Razr. O reconhecimento de voz é uma tecnologia que ainda precisa ser aprimorada.

Mesmo assim ele é muito útil para pesquisa através de um buscador como o Google.

No meio do teste um susto

Durante o teste o Razr travou. Imagino que possa ter sido um aplicativo bobo e meio suspeito (que simula a quebra da tela).

Tive que consultar o manual e descobri a solução, mas resposta estava meio escondida lá no fim, por que, para a Motorola, esta situação seria muito improvável.

Bastou apenas pressionar os botões “power” e “baixar o volume” e tudo voltou ao normal, sem perda de arquivos ou configurações. Menos mal.

Spider man já vem pré-instalado. Processador aguenta o tranco

Conclusão

Os smartphones da Motorola merecem destaque. São robustos, velozes e oferecem uma tela de muito boa qualidade.

Mas decepcionam pela falta de organização dos ícones e widgets e por uma certa confusão nas opções de configuração do aparelho.

Afinal, imagino, é um smartphone feito para o usuário “comum”.

Para ser justo é preciso dizer que esta não é uma falha do Razr, mas de todos os dispositivos que rodam o sistema Android.

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.