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Chromebooks: o melhor do Tablet e do PC em um único produto

Você gostou da simplicidade dos tablets mas quer um computador que não dispense o teclado, o mouse, cartões SD, portas USB?

Pois a Google — em parceria com fabricantes de notebooks — acaba de lançar o Chromebooks. Ele têm isso que você procura e mais um pouco. Acompanhe:

O que são os Chromebooks?

Chromebooks são notebooks de empresas como a Acer e a Samsung, feitos sob medida para rodar o ChromeOS, o sistema operacional da Google.

Preciso do Windows?

Não, o ChromeOS é um sistema operacional completo.

Quais são as principais características?

O computador liga em menos de 10 segundos. Não é necessários instalar nenhum programa. Não é preciso se preocupar com atualizações ou segurança.

Onde ficam meus arquivos?

Todas as informações ficam “na nuvem”, ou seja armazenadas em um servidor, dispensando o HD.

Preciso estar sempre conectado na internet?

Sim.

Estes notebooks são iguais aos notebooks “comuns”?

As máquinas possuem algumas características físicas diferentes dos notebooks comuns. Para o armazenamento contam com um drive SSD de “apenas” 16 GB. Mas a idéia não é armazenar informações no computador e sim em um servidor.

Como eu faço para baixar os programas?

O conceito de “programa” é o mesmo dos tablets. É preciso baixar aplicativos da loja do Google.

Quais as conexões disponíveis?

Conexões USB, HD externo, cartões de memória. Mas não é possível copiar arquivos do pendrive ou HD externo para a memória interna (chamada de “File Shelf” pelo sistema), nem da memória interna para um disco externo.

Também é possível plugar um mouse e teclado USB (wireless também).

E ligações HDMI?

Alguns modelos possuem esta conexão, além de conector VGA para monitores e tvs.

O Chromebook substitui o Tablet?

São dois dispositivos um pouco diferentes. A principal delas é que não existe uma tela touchscreen. O Chromebook tem um teclado físico integrado e aceita o uso do mouse.

Qual o preço e onde comprar?

Os Chromebooks já estão à venda nos EUA nas lojas da Amazon e da Best Buy. O Samsung Series 5 Wi-Fi Chromebook Wi-Fi, sai por 429,99 dólares. O Acer AC700 Chromebook Wi-Fi, por 349,99 dólares.

Ainda em junho os Samsungs chegam ao mercado europeu. E não há uma data oficial para o início das vendas no Brasil (provavelmente no final deste ano).

O que tem de melhor:

  • Você liga seu computador e em 8 segundos já está na tela principal.
  • A conexão Wi-Fi ou 3G é automática.
  • Nada de se preocupar com backups. Seu notebook foi roubado ou quebrou? Sem problema, os arquivos estão armazenados em outro local, em um servidor, onde fica a sua conta do Google.
  • Instalar programas? Vá na loja do Android e baixe o aplicativo.
  • Fazer atualizações? Não precisa, tudo é atualizados automaticamente.
  • Segurança: cada página da web ou aplicativo é executado de forma independente, evitando a proliferação de vírus e malwares.
    Segundo a Google, o Chromebooks “emprega o princípio da ‘defesa em profundidade’ para fornecer múltiplas camadas de proteção, incluindo o modo seguro, criptografia de dados, e verificação de boot”.

 

Por que pode dar certo…

A indústria dos computadores pessoais sempre funcionou assim: as empresas de softwares criam seus programas (ou pacotes com vários programas) e os fabricantes desenvolvem produtos capazes de rodá-los.

Assim, os programas ficam cada vez mais “pesados”, com centenas de funções inúteis para a maioria dos usuários. Um exemplo bem claro disto é o pacote Office da Microsoft.

Para piorar, o sistema operacional utilizado pela maioria, o Windows, aos poucos foi sendo construído para atender às empresas. A Microsoft até tentou desenvolver versões mais leves do seu Windows para o consumidor individual, uma estratégia que não deu certo.

Nesta nova era o conceito é diferente. Nada de sistemas que suguem a capacidade do computador. Tudo fica armazenado “na nuvem”, no caso em um servidor, como o da Google.

E os problemas…

Como em tudo, embutido na grande vantagem deste conceito estão alguns problemas que não podem ser desconsiderados:

1 – Ética e segurança. Afinal é a própria Google quem vai armazenar e centralizar a maioria das informações. E para substituir os antigos programas, o usuário terá uma única opção: baixar aplicativos da loja da Google (gratuitos ou pagos).

2 – Como bem lembrou o colunista de tecnologia do New York Times, David Pogue, manter estas informações “na nuvem” (em servidores) poderá causar um estrangulamento de banda na internet. Como consequência, as operadoras de banda larga deverão limitar a quantidade mensal de dados dos usuários domésticos (da mesma forma como já acontece com os usuários de dispositivos móveis, como celulares, iPhones, etc).

Leia o artigo de David Pogue Análise: com a nuvem, tráfego de dados explode e a banda entope, publicado na seção de tecnologia do jornal Estado de São Paulo.

 

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.

  • silva

    comprei um de 800,00 original

  • RC

    Interessante, mas em reais… quanto custará esta brincadeira? Esperarei esta obra de arte…. Interessante….

    • Paz

      Se for mantida a diferença de preços EUA/Brasil o Chromebooks deverá chegar aqui por uns R$ 1.700.

  • RC

    Interessante, mas em reais… quanto custará esta brincadeira? Esperarei esta obra de arte…. Interessante….

    • Paz

      Se for mantida a diferença de preços EUA/Brasil o Chromebooks deverá chegar aqui por uns R$ 1.700.