Post atualizado em setembro de 2015

Com tantos modelos e marcas no mercado, fica difícil escolher um tablet.

Mas depois de ler este post garanto que você terá, pelo menos, muito mais informações para tomar a decisão correta.

Então vamos lá:

A primeira grande vantagem de um tablet está na tela touch screen (sensível ao toque) que dispensa, de uma só vez, o teclado físico e o mouse.

Mas o melhor mesmo está no tamanho e peso reduzidos na comparação com os notebooks.

Quanto mais leve melhor

A maioria dos tablets são pequenos e razoavelmente leves.

Um iPad 4 (só wi-fi), pesava 652 gramas, e começava a incomodar depois de poucos minutos. A Apple consegui reduzir esse peso para 437 gramas do iPad Air 2 — uma grande diferença.

Os tablets de 7 polegadas são bem mais leves.

O Nexus 7, do Google, pesa 290 gramas; o Samsung Galaxy Tab 4 de 7pol, 276 gramas.

Para você ter uma ideia, o peso de um notebook fica, na média, em 2,5kg.

Fique esperto: os tablets maiores estão ficando cada vez mais leves

Tablets: maior mobilidade

O tamanho ideal

As opções são tantas que é difícil definir o tamanho mínimo de um dispositivo para que ele possa ser chamado de tablet.

Para facilitar uma comparação, coloquei esses três tipos de dispositivos:

Obs: a primeira classificação que eu fiz foi em 2011, quando escrevi este post. Em 2012 a Apple lançou um tablet de 7 polegadas com a denominação mini, o iPad mini.

O Blog do Paz foi o primeiro site brasileiro a anunciar o lançamento do iPad mini, em 2012 (Leia aqui).

Mini (iPod Touch), midi (Samsung Galaxy 7") e tamanho "normal" (Motorola Xoom)

Mini (iPod Touch), midi (Samsung Galaxy 7″) e tamanho “normal” (Motorola Xoom)

Neste exemplo acima vemos os três tipos principais. O iPod Touch tem 4,4 polegadas; este modelo do Samsung Galaxy tem 7 polegadas; e o Xoom da Motorola tem 10.1 polegadas.

Fique esperto: os principais fabricantes estão migrando para o tamanho de 8 polegadas. 

Telas: a vantagem das maiores

Apesar de serem mais pesados, os tabletões tem uma vantagem evidente em relação aos tablets menores: o tamanho da tela.

Você vai sentir a diferença quando precisar digitar um texto ou acertar o dedo para acessar um comando no navegador.

Num tablet de 10 polegadas essas tarefas ficam mais fáceis. E com menor fadiga visual.

Fique esperto: as telas dos modelos menores estão ficando cada vez melhores — o que pelo menos facilita a leitura.

Telas: de olho na qualidade

A tela (junto com o processador e o sistema operacional) é um dos itens mais importantes a serem avaliados.

Não dá para esquecer que a tela não vai servir apenas para se ver, mas se tocar também.

A Samsung (com sua tecnologia Amoled) e a Apple (com a tecnologia IPS, a partir do iPad 4) oferecem telas com maior número de pixels por polegada e menor consumo de energia (no caso da Amoled).

Mas isso não quer dizer que os outros fabricantes usem telas de menor qualidade.

As telas LCD tradicionais –  como as TTFs, por exemplo –  ainda entregam cores mais consistentes e maior durabilidade.

E, dependendo do preço, pode até valer mais a pena comprar um tablet com uma tela com tecnologia mais “antiga”.

Fique esperto: só o número de pixels não define a qualidade de uma tela. Se puder faça um teste nas lojas.

A velocidade

Um dos erros mais comuns é supor-se que os aparelhos com processadores quad-core são sempre a escolha certa.  Nem sempre.

A Nokia, por exemplo, trabalha com processadores single-core (apenas um núcleo) e o principal argumento do fabricante é que ninguém usa mais de um aplicativo ao mesmo tempo – a principal propaganda de outras marcas.

Seria mais ou menos como comparar um motor 1.0 turbo de três cilindros com um motor 1.6 convencional.  Ambos têm um desempenho semelhante,  mas o motor de cilindrada menor gasta menos –  tanto quanto um processador single-core (ou dual-core) consome menos bateria.

Então como saber se um tablet é veloz ou não? Pesquisando na internet por testes benchmarking do modelo que você pensando em comprar.

Sistema operacional: vantagem dos iPads

Apple, com o sistema iOS (iPad), e Google, com o sistema Android, estão presentes em mais de 90% do mercado de tablets. Windows Phone, Blackberry e Symbian mal passam dos 5%.

Se for comprar um tablet com Android, dê preferência ao Android 4.4/Kit Kat ou superior (Android 5/Lollipop) mais estáveis do que as versões anteriores.

Confira todas as versões do Android neste link.

Qual a diferença entre os dois sistemas?

O Android oferece mais opções de personalização, enquanto o iOS dos iPads é um sistema mais “leve”, mais estável, mais intuitivo, mais seguro e com um layout bem mais organizado.

A favor do Android, a possibilidade de rodar o Adobe Flash. Saiba por que o iPad nunca vai rodar o Flash. Mas não se preocupe com isso: a maioria dos desenvolvedores de sites já migrou para o HTML 5, que dispensa o uso do Flash.

Fique esperto: veja se o fabricante oferece atualizações do sistema operacional.

Apple usa o iOS; a maioria dos concorrentes, o Android

Loja de aplicativos, onde tudo começa

O iPad foi lançado em abril de 2012 com 3 mil apps.  

Até julho de 2015 o número de aplicativos na loja da Apple já atingia 1.4 milhão. Com 700 mil apps para iPads.

Os apps para Android –  neste mesmo período –  chegaram a 1.6 milhão.

Dados: portal Statista 

Existem aplicativos para tudo o que você possa imaginar.

Na comparação com os PCs, baixar um app é uma tarefa (quase sempre) tranquila; o download é rápido e os arquivos ocupam pouco espaço de armazenamento.

Fique esperto: se você for comprar um tablet com Android, veja antes se ele tem conexão com a Google Play,  a loja oficial deste sistema. 

Alguns fabricantes escondem esta informação e você ficará “preso” à loja de aplicativos do próprio fabricante.

Até dá para corrigir isso, baixando programas que destravam esta função. Mas saiba que se fizer alguma coisa errada pode acontecer o contrário: você travar o aparelho.

Photoshop: versão básica já está disponível para Android e iOS

Escolhendo pelo fabricante

O número de novos modelos não para de crescer.

São fabricantes norte-americanos, tawaneses, sul-coreanos, alemães, ingleses, chineses.

A Apple — a empresa que lançou o conceito do tablet, com o iPad — detinha cerca de 60% deste mercado em 2011. (Conheça alguns dos segredos do sucesso da Apple).

Em 2014 o pedaço do iPad no mercado de tablets diminuiu bastante: ficou em 26,9% do total das vendas (Fonte: IDC).

A Samsung tem a família Galaxy; a Motorola, o Xoom; a Tohisba, o Thrive; a Amazon, o Fire; o Google, o Nexus; a Sony, o Xperia… etc…

Se quiser conhecer a maioria dos bons modelos do mercado, siga este link do Blog do Paz, com os principais fabricantes de tablets.

Ligando o tablet a uma tv ou projetor

Outra vantagem do tablet é fazer a conexão sem fio com outros dispositivos.

Bom para fazer apresentações no trabalho ou assistir filmes.

Ah… se você tiver algum aparelho da Apple (iPhone, iPad, iPod Touch) pode fazer esta conexão com a tv através do Apple TV. Se tiver um Android, pelo Chromecast ou usando o protocolo Miracast –  assim como os donos de tablets com Windows Phone.

Ligando o tablet a um aparelho de som

Também é possível transformar um tablet em uma verdadeira central de som.

O ideal é comprar uma caixa de som wireless/bluetooth que (quase) substitui aquela aparelhagem de som enorme que ocupava um bom espaço  nas salas antigas.

Ou conectá-lo a um Mini System, através de um cabo ou via bluetooth, em aparelhos de som que já possuam este recurso.

Se o seu som antigo não tiver esse recurso,  dá para comprar um adaptador de bluetooth).

Uma boa alternativa é  usar o Spotify ou Deezer ligados ao Chromecast.

Qualquer tablet poderia fazer ligações, como se fosse um celular. Alguns modelos, como o Galaxy Tab 7 da Samsung foram lançados com esta função, mas hoje existem poucos modelos com este recurso.

Mesmo assim, dá para usar aplicativos como o Skype. Mas fique esperto: para isso é preciso que o tablet tenha uma câmera frontal (web cam).

Conexão com outros dispositivos ampliam recursos do tablet

Conexão com outros dispositivos ampliam recursos do tablet

Preços: para todos os gostos

Ao ser lançar o iPad, em 2010, a Apple tornou-se um parâmetro de mercado.

Ao estabelecer o valor de 499 dólares (2 mil reais no Brasil) para o iPad 2 — no seu modelo básico (wi-fi com 16GB) — forçou todos os concorrentes diretos a fixarem valores semelhantes.

Mas existem outros tablets, principalmente de fabricantes chineses, que estão cada vez melhores e mais baratos.

Infelizmente, os benefícios fiscais que o governo prometeu, em 2012, para que os fabricantes montassem seus dispositivos no Brasil — com uma redução de preço em até 40% — nunca chegou ao bolso do consumidor.

Não se esqueça também:

>> Número de dedos na tela

Ao eliminar o mouse e o teclado, os fabricantes de tablets precisaram transferir estas funções para a tela.

O multitoque refere-se a uma superfície capaz de reconhecer dois ou mais toques.

Assim, existem tablets com telas sensíveis ao toque de dois dedos, simultaneamente; e existem tablets com telas sensíveis a 10 dedos.

Por enquanto, a grande maioria dos aplicativos exige apenas dois toques. Se você não for usar o tablet para rodar games, talvez não vá precisar de uma tela sensível a mais toques.

>> Bateria arriada

Comparado a um notebook, o tablet dá um banho em termos de autonomia. A maioria alcança de 8 a 10 horas de uso contínuo, o suficiente para um dia inteiro.

(Um notebook dificilmente ultrapassa 3h / 4h de uso).

Fique esperto: alguns modelos baratos não chegam a ultrapassar 3 horas de uso.

>> Reforço contra quedas e proteção extra da tela

Muitos tablets vêm com uma cobertura emborrachada que ajuda na “pegada” e a absorver o impacto de uma queda.

Mas saiba que você vai precisar ter um cuidado extra, especialmente se tiver criança em casa.

Na hora de comprar seu tablet não economize em capas protetoras, como o Smart Cover, um acessório que ajuda a proteger a tela dos iPads.

Confira também se a tela possui alguma camada extra de proteção.

Uma das mais conhecidas é a Gorilla Glass, da norte-americana Corning.

Se o tablet não vem com uma proteção, você mesmo pode providenciar a colocação de uma película protetora. Vale a pena.

>> Assistência técnica funciona?

Uma das diferenças entre o preço dos tablets de menor preço e o dos top de linha está na assistência pós venda.

O fabricante tem uma linha direta 0800? O chat online está funcionando? Resolve eventuais problemas de configuração rapidamente?

O ideal é tentar fazer um contato com o fabricante, antes mesmo da compra. Assim, já vai ficar sabendo como será atendido depois.

Todos os tablets vendidos oficialmente no país são obrigados a dar garantia e assistência técnica. Melhor, então, se forem montados aqui no Brasil.

>> Portas e conexões são bem-vindas

A maioria dos fabricantes oferece portas microUSB. É o suficiente.

E nem todos os tablets têm saída microHDMI (para ligar o tablet a uma tv LCD/LED) ou um slot para cartão microSD (que possibilita aumentar a capacidade de armazenamento de dados).

Confira bem as especificações do aparelho antes da compra.

Fique esperto: se tiver saída microHDMI, veja se o fabricante entrega um cabo para fazer a ligação com a tv.

No que um tablet não é tão bom assim…

>> Reflexos na tela

Este é um dos maiores problemas dos tablets: a reflexão da luz no monitor.

Apesar de a tela ser touch screen, ainda é usada a tecnologia LCD, a mesma dos monitores “comuns”.

Para quem já teve a desagradável experiência de levar o seu tablet para uma área com muita luminosidade sabe o que eu estou falando.

Os únicos aparelhos que possuem telas anti-reflexivas são os e-readers, como o como o Kindle, da Amazon, ou o Kobo Touch.

Mas os e-readers –  na sua maioria –  são monocromáticos (só a cor preta) e não possuem as funções de um tablet “comum”.

E-ink: nova tecnologia melhora a leitura

Isso deve mudar quando as empresas introduzirem novas tecnologias, como a E-ink, na qual a imagem é formada por milhões de microcápsulas do tamanho de um fio de cabelo.

O que isso vai representar? Redução de reflexos, maior nitidez e baixíssimo consumo de energia.

>> Postura / LER (Lesão por esforço repetitivo)

Poucas pessoas se preocupam com a postura quando pensam em comprar um tablet.

Se você ficar numa posição inadequada por muitas horas seguidas com certeza vai começar a ter lesões nas costas, nas mãos (principalmente nos dedos) e no braço.

Para os usuários que passam boa parte do dia redigindo textos ou trabalhando com programas como o Photoshop, Excel, etc, um PC de mesa ainda é a melhor escolha.

Ou usar um teclado para tablet.

Desktop: melhor postura e tem a opção de telas maiores

Se a opção for por tablets pequenos (menores do que 5 polegadas, como o iPod Touch) o ideal é comprar, junto, uma caneta para telas touchscreen.

Também dá para acrescentar um teclado físico – e até um mouse.

Assim, teoricamente, até é possível transformá-lo em um “desktop”.

O Surface da Microsoft é um exemplo; tem uma capa/teclado para digitação.

Fique esperto: o teclado não elimina totalmente a necessidade do toque na tela.

Cada um no seu quadrado

Um tablet não substitui um PC, um notebook ou smartphone. São dispositivos diferentes e cada um tem o seu uso específico.

Um tablet é ótimo para:

1 — Navegar na internet (sem ficar preso a uma estação de trabalho).

2 — Rodar aplicativos que auxiliam na sua rotina diária (agenda, previsão do tempo, alarme, banco, anotações, trânsito, mapas, cotações, etc).

3 — Leitura de blogs, jornais e revistas. EXCELENTE para leitura de feeds/rss (*).

Assine o feed do Blog do Paz — através do Feedburner — e receba as últimas notícias por email.

Um aplicativo muito bom para leitura de feeds para dispositivos Apple e Android é o Feedly. (Digite www.blogdopaz.com.br para assinar o Blog do Paz).

4 — Receber e enviar emails.

5 — Fazer e receber ligações (skype, por exemplo).

6 — Usar o Google Maps.

7 — Usar as redes sociais (Facebook, Twitter, Tumblr).

8 — Assistir Trolalá, Dois Homens e Meio (e outros milhares de vídeos) no YouTube.

9 — Conectar o tablet a um sistema de som; ouvir rádios de todo o mundo (a maioria com boa qualidade de áudio) ou através de apps como o Spotify ou Deezer.

10 — Conectar o tablet a uma tv LCD/LED e assistir filmes e vídeos.

* RSS, ou Feed: resumo das últimas notícias de blogs, jornais e revistas.

Não deixe de assinar o feed do Blog do Paz aqui. É gratuito.

Mas talvez não seja muito bom para quem:

1 — Trabalha com edição de textos.

2 — Depende de trocas rápidas de arquivos através de um pendrive ou um HD externo. (**)

3 — Usa programas especializados como o Photoshop, programas do pacote Microsoft Office (Word/Excel/PowerPoint) ou programas mais “pesados” que exigem uma máquina mais poderosa e uma tela maior (qum trabalha com edição de vídeo, por exemplo).

4 — Precisa de muito espaço de armazenamento (vídeos principalmente).

** Alguns fabricantes já estão colocando portas USB (full), mas ainda existe uma restrição dos sistemas operacionais que limitam a transferência de arquivos.

Tablet / Laptop / Netbook

Conclusão

Minha dica é: antes da compra, analise bem as suas necessidades.

Precisa de muito espaço para o armazenamento de dados? Uma tela com mais pixels (quantidade de pontos) é fundamental para você?

Marque item por item e depois faça a sua escolha.

Sem errar na hora da compra.