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Computador mais antigo do mundo volta a ser ligado depois de 61 anos

O computador original mais antigo do mundo, ainda em funcionamento, voltou a ser ligado no Museu Nacional de Computação, em Bletchley Park, na Inglaterra.

Criado na década de 1950, era o resultado dos esforços da Inglaterra para decodificar códigos alemães da Segunda Guerra Mundial, que começaram com o matemático britânico Alan Turing na década de 1940.

 Assista ao video sobre renascimento do Harwell aqui (site da BBC).

Batizado originalmente como Harwell, ele agora recebe o nome de Teaching Computing from Harwell (WITCH).

Com o final da Guerra, o WITCH passou a ser utilizado nas pesquisas atômicas (entre 1952 e 1957) e depois doado à Wolverhampton University, onde permaneceu em operação até 1973.

Entre 1973 e 1997, ficou em exposição no museu de Birmingham, e depois ficou esquecido no depósito, para ser descoberto, por acaso, em 2009.

O WITCH (que também significa bruxa em inglês) é um computador extremamente simples, que lê dados de fita perfurada, armazena os dados na memória volátil, e usa relés para efetuar cálculos com os valores armazenados.

Ou seja, nada de HDs e circuitos integrados.

Uma operação em dekatron

A faceta mais interessante do WITCH era a sua memória volátil (*), formado por dekatrons – grandes tubos de vácuo que armazenam um valor numérico. Como o nome dekatron sugere, o WITCH usava o sistema decimal (base 10) em vez de binário.

Apesar do seu tamanho enorme, a máquina chegava a levar de 5 a 10 segundos para realizar um simples cálculo de multiplicação de dois números.

Mesmo assim, o WITCH era preciso e confiável. Jack Howlett, que trabalhou com o “super computador”em 1950, lembra de um natal na qual o WITCH trabalhou sozinho durante 10 dias ininterruptos, sem nenhuma falha.

Outro fato interessante é que, para funcionar, ele precisava ser alimentado por quilômetros de fitas perfuradas.

(*) memória volátil: armazena informações que são perdidas caso haja interrupção de energia.

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.