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Empresas tentam acabar com sites de download gratuito

No início de janeiro o SOPA (Stop Online Piracy Act), projeto do congresso norte-americano, foi vetado pelo presidente Obama.

Mas, ao contrário do que muitos imaginavam, esta batalha estava apenas começando. O fechamento do Megaupload foi a prova disso. Em 19 de janeiro o site foi acusado pela justiça dos EUA de violação de direitos autorais. O fundador e três executivos da empresa foram presos na Nova Zelândia.

Quem apoia

Algumas empresas a favor do SOPA: Walt Disney, Universal, Wal-Mart, Toshiba, Time Warner, CBS. A Sony retirou seu apoio.

Quem é contra

Facebook, Twitter, Google, Yahoo, LinkedIn, Fundação Mozilla, Wikimedia Commons, Amazon, eBay.

Até aonde podemos ir?

Baixar músicas e filmes se tornou uma rotina para os usuários da internet. É o limite entre adquirir conteúdo gratuito de mega empresas de conteúdo, sem culpa, ou simplesmente se apoderar da obra de um autor que sobrevive da venda dos seus livros.

Muitos afirmam que proibir o download de conteúdo protegido seria o fim da internet livre e gratuita, mas a verdade é que a internet nunca foi livre e gratuita.

Concentração é muito pior

Aqui mesmo no Brasil temos um problema muito maior: a concentração da informação nas mãos de meia dúzia de empresas.

Em nenhum lugar do mundo (com algumas exceções, pode ser) empresas de comunicação podem ter — ao mesmo tempo — tvs abertas, rádios, jornais, revistas, portais de internet, produtora de filmes, serviço de tv à cabo.

Isso é um completo absurdo. Mas empresas como a Globo têm. E quando se fala em leis para restringir essa concentração, não faltam jornalistas para falar em censura e defender a “liberdade de expressão”.

O futuro

Tentar proibir a reprodução de conteúdo seria uma tolice. Mas, ao mesmo tempo, quase todos concordam que não é correto alguém ganhar dinheiro com o conteúdo produzido por terceiros.

Uma fórmula que tem dado certo são as lojas de aplicativos de empresas como a Apple e a Amazon. Como? Simplesmente estas empresas concluiram que poderiam lucrar muito mais oferecendo produtos e serviços por preços acessíveis. A média de preço de um aplicativo normalmente não passa dos 5 dólares.

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.