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Facebook, investimento de risco

Nesta sexta-feira, 18 de maio, o Facebook abriu seu capital na bolsa de Nova Iorque.

A imensa maioria da mídia brasileira ficou no oba-oba de sempre. O site brasileiro tnonline foi o que chegou mais alto:

“Quem deseja investir e se tornar um empresário de sucesso, pode começar comprando ações do site de relacionamentos mais popular atualmente”.

Só que esta história precisa ser contada com mais seriedade. Afinal muitos brasileiros podem realmente estar interessados em investir no Facebook.

Não entendo muito de ações. Mas sei — como quase todo mundo — que ao investir neste tipo de negócio ninguém ganha dinheiro de uma hora para outra.

E estou desconfiado de que este não é o caso da maioria dos investidores que estão de olho nas ações do Facebook.

O que precisa se dizer é que esta é uma aposta de alto risco. Afinal, veja bem: quem disse que não possa surgir, em um dia qualquer, um aplicativo melhor, com mais recursos, no qual você possa importar seus contatos, fotos, vídeos, etc? Do próprio Facebook.

O que aconteceria se houvesse uma debandada na direção deste novo aplicativo, mais novo, mais moderno, mais descolado?

Insaninade

Nem precisaria ler especialistas dizendo que o Facebook não vale tudo isso. Há quem diga que o que está acontecendo é “uma das maiores insanidades dos últimos tempos” (Jeff Corbin, da KCSA, empresa norte-americana, especializada nas relações com investidores).

Também é bom lembrar que essa montanha de dinheiro não se refere a bens físicos, como prédios, mas a uma provável rentabilidade futura com anúncios ou outras possíveis formas de retorno.

Sobrepeso

Em 2011, 85% dos rendimentos do Facebook vieram de receitas publicitárias. O que representou 1 bilhão de dólares em receitas líquidas.

O que muitos se perguntam é: esta receita justifica uma avaliação da empresa em 100 bilhões de dólares?

Para você ter uma ideia, este valor é aproximadamente o que vale o McDonald’s.

Não sou contrário ao Facebook. É uma boa ferramenta de comunicação. Mas acho que é muito menos do se fala dele.

E se alguém está pensando em investir nas ações da empresa é melhor ficar esperto.

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.