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Fique esperto! O mini iPad está chegando

No mundo da tecnologia os fabricantes tentam esconder as informações sobre o lançamento dos seus principais produtos. Uma tarefa quase impossível, já que eles dependem de muitos fornecedores, que – quase sempre – acabam “vazando” as informações.

Mas no caso do mini iPad acho que ninguém precisaria especular nada: o seu lançamento é só uma questão de tempo. A ideia de produzir um dispositivo menor não é nova dentro da Apple. Já em 2010 – ano do lançamento do iPad original – isso já era cogitado.

Mas o co-fundador da empresa, Steve Jobs, era contra. Jobs achava que o tamanho atual do iPad era o mínimo necessário para garantir uma boa experiência do usuário e permitir o uso de aplicativos atraentes.

Segmento “quente”

Acompanhe comigo: seria impensável a Apple deixar aberto um segmento com tantas vendas, o segmento dos tablets de 7-8 polegadas. O primeiro a se dar bem nesta faixa de mercado foi a Samsung – com o seu Galaxy 7 – em 2010. Depois vieram o Kindle Fire, da Amazon e o Nook, da Barnes & Noble – em 2011.

E em junho a Microsoft (Surface) e o Google (Nexus 7) também anunciaram os seus dispositivos. Claro, esta não seria uma estratégia para a Apple ganhar muito dinheiro. Mas ficar ausente em um segmento que avança com tanta força definitivamente não é uma boa ideia. kindle da Amazon

Vendas em alta

Não existem dados exatos sobre o número de tablets vendidos, mas sabe-se que nos EUA o Kindle Fire e a família Galaxy de 7 polegadas dominam quase 70% do mercado. E se os tablets com Android detêm uma parcela de cerca de 35% (os outros 65% são do iPad), dá para concluir que esta briga envolve muito dinheiro.

Apple mostra as suas armas

A Apple tem munição de sobra para se dar bem no segmento dos tablets menores. Tem um bom conjunto de hardware – funcionando redondinho – ótima construção e um sistema operacional (o iOS) até agora imbatível. Sua loja de aplicativos é inegavelmente a melhor.

E maior (225 mil aplicativos apenas para iPad). Sem contar as mais de 360 lojas “físicas”, onde o usuário pode testar os aparelhos da marca (o Google, por exemplo, só venderá seu tablet pela internet).

Para mim, a grande vantagem da Apple seria a de poder oferecer um tablet de 8 polegadas sem os problemas dos tablets que rodam Android. Explico: o Android roda muito bem em smartphones. E razoavelmente em tablets de 10 polegadas, como o Xoom da Motorola.

Mas em aparelhos de 7-8 polegadas as fontes (letras) ficam muito pequenas e a experiência de usuário não é das mais amigáveis. Talvez isso acabe com o Android 4.1 (Jelly Bean).

Por enquanto, só o Google anunciou um tablet com esta versão, mas isso talvez seja lá pelo final do ano. Outro ponto no qual a Apple poderia bater firme nos seus concorrentes é a sua tela com tecnologia Retina Display. Como o tamanho de 7-8 polegadas é semelhante a de um livro, uma tela de qualidade e com uma resolução maior poderia fazer diferença na escolha do consumidor.

Preço, a grande dúvida

Unir os custos totais com um preço competitivo será o principal desafio da Apple. Para concorrer com o Kindle Fire ou com o Nexus 7 do Google, a empresa teria que vender este iPad por 199 dólares – ou um pouco mais.

A aposta é a de que – para baratear o aparelho – a empresa vá lançar uma tela sem Retina Display. Minha opinião: se a Apple fizer isso vai fazer besteira. Melhor cobrar um pouco mais.

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.