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Futuro dos jornais, livros e revistas passa pelo novo iPad 3

Sou um daqueles que não lê mais o jornal em papel. Para mim não faz diferença. Uma notícia ou reportagem bem feita não depende do suporte.

Mas quando a internet começou a roubar o espaço das mídias tradicionais muita gente torceu o nariz.

O papel, por exemplo, representava a credibilidade, a verdade. Mas agora percebemos que o papel é apenas um suporte, como já tinham sido as pedras e as plantas.

As vantagens de se receber as informações através da internet são evidentes: não ficamos presos a horários e podemos expandir nosso conhecimento, já que o espaço também não é mais um problema.

Para as empresas e comunicadores a vantagem é ainda mais evidente é a redução dos custos, com a eliminação de gastos com papel, tinta e distribuição.

Até aqui vitória do papel

A grande vantagem do papel até aqui é a facilidade de transporte e sua maior resolução/contraste para a leitura. Um exemplo clássico: um jornal na beira da praia.

E as telas até hoje não chegaram nem perto da nitidez e conforto da leitura dos impressos em papel.

Começando pelos computadores antigos, com seus monitores CRT. E chegando às atuais telas LCD, que por sinal são inferiores às CRT para a leitura. Apesar de as LCD serem bem mais finas e leves, essa mudança, na verdade, representou um retrocesso para a qualidade da leitura.

Novas tecnologias já estão chegando

Bem, então chegamos à tela do novo iPad. Ela possui uma resolução muito próxima ao máximo que o olho humano pode captar. Mas isso não é o suficiente: precisamos saber se o contraste (e não apenas a luminosidade) tem qualidade suficiente para uma boa leitura.

Outras empresas também estão investindo pesado em novas tecnologias. A Samsung tem a Amoled, uma tela de alta resolução que também pode ser transparente e flexível.

E a Amazon já tem a sua tela E-ink, que usa uma tinta eletrônica formada por pequenas bolhas microscópicas. Assim como a tela da Samsung, pode ser aplicada a uma superfície flexível.

A fabricante, E-ink Corp, recentemente anunciou o desenvolvimento da sua E Ink Triton Imaging Film, uma tela e-paper colorida de alto contraste, legível à luz solar e de baixo consumo de energia.

O que vai acontecer

O problema para a introdução destas novas tecnologias ainda é o seu custo. Todos os fabricantes querem seguir o iPad. Esta foi a razão pela qual a Amazon recuou na sua ideia de lançar um tablet com e-ink. O Kindle Fire ficou mesmo com uma tela LCD “comum”.

Os próximos passos da indústria dos dispositivos móveis, especialmente os tablets, com certeza vão passar pela melhoria da qualidade das telas.

Em breve vamos ver a substituição do papel por telas flexíveis. Jornais (revistas e livros) não vão acabar. Mas o novo iPad com tecnologia Retina Display é o primeiro indicativo desta transformação.

Arte: Blog do Paz

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.