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Google apresenta seu primeiro tablet: o Motorola Xoom 2

Numa das primeiras matérias que fiz este ano já dizia que um novo modelo seria lançado. Ainda em 2011.

O Xoom foi o primeiro tablet a enfrentar o iPad de frente. Mas a pressa em lançá-lo antes de poderosos concorrentes como a Samsung também veio acompanhada por algumas falhas.

Longe de ser um produto ruim, esta comparação permanente com o iPad acabou prejudicando a imagem do tablet da Motorola.

Pois a Motorola — agora sob o controle do Google — apresenta ao mercado não apenas um mas dois novos modelos: o Motorola Xoom 2 (com as mesmas 10.1 polegadas do Xoom 1) e o Motorola Xoom 2 Media Edition (com 8.2 polegadas). Mas vamos analisar apenas o modelo com 10.1 já que são pequenas  as diferenças entre os dois.

Novo design, no estilo round square

A primeira grande mudança do Xoom 10.1 está no design. Saem os cantos arredondados e entra no seu lugar o estilo round square, uma tendência copiada da indústria automobilística. Mais do que uma mudança estética, os novos cantos retos possibilitam uma “pegada” mais firme.

O plástico, que antes ocupava todo o espaço, agora está presente apenas nas extremidades. E com um material bem menos rígido.O resto é preenchido pelo alumínio. Talvez resolva um dos maiores problemas do primeiro Xoom: as marcas de dedos que ficavam impressas em todo o tablet.

Os botões de energia e volume (agora emborrachados), da câmera traseira e dos alto-falantes mudam para posições mais acessíveis. A câmera sai do canto e vai para o meio do aparelho.

O Xoom 10.1 também está mais leve: para ser mais preciso é128 gramas mais magro do que o modelo anterior (602g, contra 730g). O iPad 2 tem 601g.

Com isso ele ficou mais fino também: 8.8 milímetros (a mesma espessura do iPad 2), contra 12.9 mm do Xoom anterior.

O que não muda é o aspect ratio, que privilegia a posição horizontal. Esta é uma das principais diferenças deste Xoom em relação ao iPad.

Novo processador, respostas mais rápidas

Fora o design, o hardware também recebe muitos aperfeiçoamentos. O processador passa a ter um clock de 1.2GHz. Segundo a Motorola/Google isso significa uma velocidade 20% maior.

Na comparação direta com o Galaxy Tab 10.1 ele parece ser realmente mais rápido. Pena que alguns trancos ainda persistam, mas aí a culpa não é do processador mas das falhas dos aplicativos.

A resolução de 1280 x 800px não mudou mas a tela abriga imagens mais brilhantes e com cores mais “fortes” (saturadas), graças à atualização do IPS. Uma clara evidência de que o Xoom 2 está ainda mais direcionado para rodar filmes e games.

Mesmo com este aprimoramento, a tela do Xoom ainda não alcança a qualidade da tela do iPad 2. O tablet da Apple apresenta cores mais fiéis, maior nitidez nos textos e melhor visualização em qualquer ângulo.

O vidro que cobre a superfície da tela recebeu um tratamento contra riscos e respingos. Mas ainda permanece como um “imã” de impressões digitais.

Portas (infelizmente) não mudam

As portas micro USB e micro HDMI não mudam. E quem esperava um slot micro SD vai se decepcionar. Assim como no primeiro Xoom ele não está presente.

É uma estratégia que não dá para entender muito bem, principalmente a ausência de SD nos modelos com 16GB, os mais vendidos. Afinal, se a Motorola quer “carimbar” o Xoom como um tablet multimídia, deveria oferecer uma opção para o armazenamento de vídeos, os arquivos que mais exigem espaço. Para isso a Motorola oferece o MotoCast (veja abaixo), mas esta parece não ser a melhor solução.

Também não tem explicação (ainda) é uma porta localizada na parte inferior do tablet (veja na foto 4, abaixo). Talvez ela possa abrigar um cartão SIM (?), ou um slot de expansão de armazenamento (?). Ou seja apenas um espaço para o futuro modelo 3G. Então, se você comprar o modelo wi-fi, saiba que esta porta não serve para nada.

1 – Câmera vai para o centro | 2 – Micro USB | 3 – Botões emborrachados | 4 – Porta “secreta”

Preparado para o novo Ice Cream Sandwich

A Motorola vendeu sua divisão de tablets para o Google. O Google é proprietário do sistema operacional Android.

Bem, não precisa dizer que o novo Xoom deveria apresentar um Android com o mínimo de erros. E com um visual sem exageros, como faz a Apple com o seu iOS.

Foi exatamente esta a decisão do pessoal da Motorola/Google. O Android vem com poucos widgets e apenas com os aplicativos essenciais. Destaque para a versão completa do Quickoffice HD, para visualização e edição de documentos do Microsoft Office e para o Twonky, para gerenciamento de arquivos de mídia.

Para um armazenamento extra a Motorola preferiu oferecer o MotoCast, um aplicativo que permite o acesso remoto de arquivos armazenados em PCs ou MACs.

É uma estratégia diferente da Apple, que tem o iCloud, na qual os arquivos ficam em um servidor. No MotoCast os arquivos permanecem no computador.

A boa notícia é que o novo Xoom está preparado para receber a próxima versão do Android, o Ice Cream Sandwich.

Caneta digital: funciona mais ou menos

A Motorola decidiu acrescentar uma caneta digital (stylus); numa tentativa de captar novos usuários que precisam fazer muitas anotações.

Na teoria é um recurso interessante para driblar a falta de um mouse. Na prática a sensibilidade da caneta tem ainda muitas falhas.

Seria muito bom poder rabiscar toda e qualquer área de trabalho. Mas infelizmente nenhum fabricante conseguiu fazer isso com sucesso. A Motorola também não é exceção.

Sua caneta funciona apenas para ser usada em alguns aplicativos de notas, mas não serve para anotações em cima de emails, fotos ou páginas da web (ao contrário do Flyer da HTC).

Câmeras mudam de posição

Já as câmeras não mudaram muito. A gravação de vídeos está limitada a 720 pixels a 30 frames por segundo. O recurso de autofoco continua com o mesmo problema: é lento.

Para fotos, continuam os mesmos 5 megapíxels. Mas apenas isso não é garantia de correção de cores. E o aplicativo de manipulação de imagens também não ajuda muito.

Vendas: por enquanto apenas na Europa

Conclusão

Como era de se esperar, o novo Xoom vem com muitos aprimoramentos, o que já significa a eliminação de grande maioria das falhas do modelo anterior.

Mas este tablet ainda roda o Android Honeycomb (na sua versão 3.2). Este sistema operacional do Google já evoluiu muito, mas ainda não é tão estável quanto o iOS que roda no iPad 2.

Mesmo assim o Xoom teve uma grande evolução. Só resta esperar agora uma nova atualização do Android (o tão esperado Ice Cream Sandwich) e o aumento da oferta de novos aplicativos.

A nova linha Xoom está sendo vendida apenas na Europa, por enquanto. Para o modelo 10.1″, wi-fi com 16GB o preço é de 400 euros (915 reais, na cotação do dia 11 de dezembro).

Para o modelo 8.2″ o preço foi fixado em 330 euros (795 reais, na cotação do dia 11 de dezembro).

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.

  • Thiago

    Sobre a informação de anotar na tela, se puder experimenta o app SuperNote presente no Asus Transformer. Acho uma ferramenta extremamente simples e funcional. Uso direto!

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