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Navegação “InPrivate”: todos contra o Google

Quando o assunto é privacidade na internet a paranóia é transferida quase toda para o Google. Nosso grande amigão e aliado nas pesquisas vira um Godzilla moderno e assustador.

O maior medo é de o Google roubar, não tanto as informações sobre os lugares por onde navegamos, mas roubar nossos desejos, nossas preferências, nossos gostos.

Se você é um daqueles internautas que não visitam sites pornográficos escondido da sua mulher; ou uma internauta que não visita escondido o site da Ana Maria Braga, fique tranquilo: os dados colhidos pelo Google são em número bem menor do que aqueles que a sua vizinha tem em mãos.

A navegação anônima recebe um nome diferente em cada navegador.

No Explorer é “InPrivate” — (pressione Ctrl+Shift+P).

No Firefox é “Navegação Privativa — (pressione Ctrl+Shift+P).

E no Chrome “Janela Anônima” — (pressione Ctrl+Shift+N).

O que diz o Google:

  • O modo de navegação anônima apenas impede que o Google Chrome armazene informações sobre os sites visitados. Os sites que você visita ainda podem ter registros da sua visita. Qualquer arquivo salvo no seu computador continuará nele.
  • As páginas da web abertas e os arquivos dos quais você fez download no modo anônimo não são registrados nos seus históricos de navegação e de download.
  • Todos os novos cookies são excluídos depois que você fecha todas as janelas abertas no modo de navegação anônima.
  • As alterações feitas nos favoritos e nas configurações gerais do Google Chrome durante o modo de navegação anônima sempre são salvas.

O que diz o Firefox:

  • Páginas visitadas: nenhuma página será adicionada à lista de endereços do Histórico.
  • Entradas de formulários e de pesquisas: nada do que introduzir nas caixas de texto nos formulários das páginas ou do que introduzir na Barra de Pesquisa será adicionado às listas de entradas do Completação Automática.
  • Senhas: nenhuma senha será automaticamente preenchida durante a sua sessão de Navegação Privada, e nenhuma nova senha será guardada.
  • Entradas da lista de transferências: qualquer ficheiro que for transferido não ficará listado na Janela de Transferências depois de desligar a Navegação Privada.
  • Cookies: ficheiros criados por websites, que armazenam informação no seu computador, como as suas preferências quando visita um site. (Quando o site tem uma caixa de verificação com “lembrar isto”, provavelmente o site utiliza um cookie). Estes ficheiros não serão guardados.
  • Ficheiros do cache: nenhum ficheiro temporário será guardado até desligar a Navegação Privada.

O que diz a Microsoft para o seu Internet Explorer

  • Quando você navegar usando a Navegação InPrivate, o Internet Explorer armazenará algumas informações — como cookies e arquivos de Internet temporários — de forma que as páginas da web que você visite funcionem corretamente.
  • Entretanto, no final da sua sessão da Navegação InPrivate, essas informações são descartadas.

Resumindo:

1 — A navegação privada apenas impede que o navegador armazene informações sobre os sites visitados (Histórico).

2 — Os sites que você visita podem armazenar os registros da sua visita.

3 — Os cookies funcionam normalmente e são apagados quando você encerra a sessão anônima. Apenas o Firefox diz que oferece maiores recursos para esconder as informações, como evitar o preenchimento automático de senhas, mas este também é um recurso disponível na sua navegação “normal”.

“Rastros” também ficam nos servidores

Mas onde estaria a demagogia? Ora, a navegação também pode ser “rastreada” pelos servidores, local onde os websites que você visita estão instalados. E, além disso, porque deveríamos esconder a nossa navegação? Afinal não estamos repassando nenhum dado confidencial, nenhuma senha, nada disso.

Acredite: seus rastros de navegação fazem uma web melhor

Pelo contrário, ao fornecermos alguns dados sobre o nosso sistema operacional; tamanho de tela; tempo de permanência no site; páginas visitadas, estamos colaborando para que milhões de websites façam um serviço cada vez melhor, ancorados nas preferências do usuário.

Para que então uma navegação privada se o maior beneficiário é o próprio internauta? Claro, ninguém quer que informações não autorizadas circulem ou sejam usadas de forma indevida.

Bom, mas este já é um problema policial e jurídico, que vem sendo tratado aos poucos pelas autoridades de todo o mundo.

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.