Quando os primeiros tablets com Android 2.2 começaram a se espalhar pelo mercado o pessoal da Apple mal conseguia esconder um sorriso no rosto.

Afinal, seu maiores rivais, especialmente os Galaxy da Samsung, vinham com um sistema operacional que, originalmente, tinha sido projetado para rodar em smartphones.

Isso foi no final de 2010.

Depois disso, o Google trabalhou duro e aprendeu com os erros do Andoid 3.0, o primeiro sistema operacional da empresa feito especialmente para tablets.

O Android 4.2, codinome Jelly Bean, finalmente pode ser considerado um sistema maduro. Com ele, qualquer um pode se exibir, sem ter medo de ser zoado por um usuário da Apple.

Ainda falta muito, mas o Android 4.2 Jelly Bean já é um sistema operacional bem melhor e estável

Acompanhe a seguir as principais novidades do novo Jelly Bean:

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Maior segurança

Sempre quando se fala em spywares ou adwares algum usuário da Apple levanta a mão para discursar sobre a segurança do iOS.

O Google percebeu, é claro, que deveria investir mais nesta área. O Android 4.2 vem com um sistema parecido com os pacotes dos anti vírus tradicionais para PCs.

A análise agora é feita em tempo real e sempre que um novo aplicativo for baixado faz uma varredura para encontrar possíveis códigos maliciosos ou potencialmente nocivos.

É bom que se diga que os aplicativos do Google Play já recebem uma análise prévia de segurança.

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Contas de usuários separadas

A primeira grande novidade da versão 4.2 é a possibilidade da criação de várias contas separadas de usuários.

Feita a configuração individual, é só “tocar” no ícone do login do usuário, que terá a sua própria tela inicial, seu papel de parede, aplicativos e outras escolhas pessoais.

Todos os arquivos pessoais ficam inacessíveis aos demais usuários registrados no tablet.

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Widgets na tela principal

Nada mais irritante do que ter que desbloquear a tela com a sua senha só para poder acessar coisas banais como o calendário, relógio ou emails (no caso o Gmail).

Pois os seus problemas acabaram. Tudo isso agora fica na tela principal, de abertura. E você também pode baixar outras widgets úteis, se estas forem oferecidas por outros desenvolvedores.

Menus rápidos

Se você passa do iPhone para um iPad não sente nenhuma diferença, a não ser o tamanho da tela.

Mas com o Android isso não acontece. O Android para smartphones não é igual ao Android para tablets.

O Google tem tentado corrigir isso, unificando, aos poucos, todas as funções.

Um exemplo são os menus rápidos da versão 4.2. As notificações agora ficam no topo e a a lista de aplicativos no rodapé. Igual ao Android para smarths.

Mesmo assim, boa parte dos fabricantes insiste em “personalizar” o Android, colocando funções “exclusivas” (e muitas vezes inúteis).

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Ajustes rápidos

Uma das tarefas mais comuns e que tem se tornado rotina entre os usuários de dispositivos touchscreen é verificar a bateria, mexer no brilho, no volume, no wireless e em outros ajustes finos

O Google resolver ampliar a sua importância, deixando-o mais “à mão”. Agora, basta deslizar um dedo de cima para o centro da tela, na parte direita do tablet. (se usar a metade esquerda da tela, vai aparecer o painel de notificações.

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Novo recurso de digitação

Muitos fabricantes já ofereciam o recurso de digitação sem a necessidade de tirar o dedo da tela, só arrastando o dedo pelas letras.

É o recurso que muitos conhecem e usam chamado Swype. O Android 4.2 já vem com um recurso semelhante que foi batizado como “gesture typing”.

Muitos não conseguem se adaptar ao uso deste recurso, por isso o Google também oferece a opção para desabilitá-lo.

Eu particularmente acho interessante para algumas tarefas de digitação. No início é um pouco complicado mas depois que se aprende pode ser uma “mão na roda”.

Conclusão

Ainda não dá para se dizer que o Android já é um sistema operacional totalmente pronto para enfrentar o iOS que vem nos iPads.

Deu um salto enorme em relação ao problemático Android 3.0 – Honeycomb, mas ainda há muito a ser feito.

O que dá para se dizer sim é que o Google vem fazendo um bom trabalho de desenvolvimento do Android. Para enfrentar, sem medo, outros sistemas, como o Windows 8 para tablets, por exemplo (que, por sinal, ainda não decolou).