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Os maiores fracassos tecnológicos de 2012

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Microsoft Surface

Imagine um vendedor tentando explicar para o cliente que o tablet que ele está comprando tem o Windows… mas não roda Windows!

Bem, este é o caso do Surface, o tablet da Microsoft que vem com o Windows RT.

Para completar, a Microsoft resolveu (re)lançar dois sistemas diferentes: além do Windows RT existe o Windows Pro 8, que deverá estar presente apenas no próximo Surface.

As configurações do novo dispositivo da Microsoft também não entusiasmaram. É pesadão, “grosso” e caro.

E a resolução da tela perde feio para tablets como o iPad 4 (1920×1080, contra 2048×1536).

Sem falar na loja de aplicativos do Windows para tablets, que — nem de longe — pode ser comparada às lojas da Apple e do Android.

Leia também: Por que eu não compraria o Surface, o tablet da Microsoft

 

 

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Apple Maps / iCloud / Ping

O do lançamento do sistema operacional iOS 6 veio acompanhado de um recurso que prometia libertar definitivamente a empresa dos serviços do Google, no caso o Google Maps, presente desde 2007 no primeiro iPhone.

Mas o Apple Maps tropeçou na tradicional arrogância da Apple. Afinal, produzir e manter um sistema tão complexo como este não é tarefa fácil.

O Apple Maps não era ruim. Pelo contrário, até batia o Google Maps em muitas áreas geográficas, em termos de definição de imagem, principalmente.

Mas erros como colocar o Oceano Índico no centro da Groenlândia, afundaram o aplicativo e obrigaram a Apple (numa atitude inédita) a sugerir aos seus usuários que dessem uma olhada em outros aplicativos de mapeamento.

Quem se deu bem nesta história foi o Google, que lançou um novo aplicativo do Google Maps no iOS no final de 2012. Ele rapidamente se tornou o aplicativo gratuito mais baixado na App Store.

Se quiser mais detalhes destes erros, veja no The Amazing iOS 6.

Também é da Apple mais dois grandes micos de 2012: 

Em setembro a empresa decidiu dar um fim no Ping (alguém já ouviu falar?), uma rede social de conteúdo musical, que veio no pacote do iTunes 10.

O motivo: controles que limitavam o “produto” como uma verdadeira rede social e buracos de segurança que permitiam fraudes e spams.

Finalmente o iCloud, como diz o nome, o serviço de armazenamento “na nuvem” da Apple.

A ideia é atraente e o iCloud não será desativado, mas isso não impediu que acontecessem vários problemas em 2012, como violações de segurança, problemas de sincronia e quedas do serviço.

 

 

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Linha Nokia Lumia

A linha de smartphones Lumia, da filandesa Nokia, deveria representar o renascimento de uma empresa que já foi a maior vendedora de celulares do mundo.

Deveria. Os problemas começaram na escolha do sistema operacional, o Windows Phone, e terminaram numa falha no hardware, que impedia a conexão de dados.

Alguns sites especializados, como o brasileiro Info, apontam este fato como a causa do relativo fracasso dos Lumia.

Mas até que eles venderam bem, chegando a ultrapassar o iPhone 4S, no primeiro mês de seu lançamento, em abril de 2012; vendas estas impulsionadas pelas promoções da operadora norte-americana ATT.

Apesar de as vendas não decepcionarem, os Lumia não tiveram o poder de tirar a Nokia do “buraco”.

Além disso, a empresa foi atropelada pela forte concorrência dos Galaxy S III e HTC X One.

 

 

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Leo Apotheker, ex diretor da HP

Prejuízos da HP

A HP já viveu momentos de glória na década de 1980/90, quando foi a maior vendedora de PCs do planeta. Liderança hoje ocupada pela taiwanesa Lenovo.

As trapalhadas da empresa começaram quando os lucros com a comercialização de computadores de mesa e portáteis (laptops) começaram a cair.

O maior estrago para a imagem da HP foi o lançamento do tablet HPTouchPad, com um sistema operacional próprio, o WebOS, em 2011.

Inexplicavelmente, a empresa retirou o tablet das lojas, apesar de ele ter bons recursos. Mas o pior foi ter decido retomar as vendas do HPTouchPad, liquidando os estoques do tablet por míseros 99 dólares. Um fiasco.

Quando parecia que nada poderia ser pior, a HP chegou ao fundo do poço em 2012, encerrando o ano fiscal com prejuízos de US$ 12,65 bilhões.

Um dos motivos foi a compra, por 11 bilhões de dólares, da Autonomy, uma empresa britânica de softwares, envolvida em fraudes fiscais nos Estados Unidos e no Reino Unido.

 

 

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Instagram

Depois da Apple, talvez a empresa da área de tecnologia mais arrogante do planeta seja o Facebook.

Assim, não foi nenhuma surpresa o anuncio da revenda de imagens digitais de seus usuários do Instagram para empresas e organizações, inclusive para fins de publicidade — sem autorização prévia e sem pagar nada por isso.

Com isso, o Facebook/Instagram tornar-se-ia, do dia para a noite, no maior banco de imagens do mundo.

A resposta veio rápida: na primeira semana após o anúncio, o Instagram teve uma queda de 25% dos seus usuários ativos (caindo de 16,4 milhões para 12,4 milhões).

O Facebook foi obrigado a se retratar, pedindo desculpas e tal… a intensão não era bem essa…

Agora, parece, a empresa vai publicar uma nova política de privacidade, na qual o usuário deverá permitir, ou não, se quer ter suas fotos vendidas.

Mas o estrago já está feito.

 

Leia também: Facebook e Instagram, uma dupla nada a ver

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.

  • joão victor

    Nada a ver o surface nesta lista. Pra mim é um dos melhores tablets à venda.