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Saiba como escolher a loja virtual perfeita para o seu negócio

Existem no mercado, hoje, dezenas de opções para quem deseja montar uma loja virtual, ou ecommerce.

Você pode usar uma plataforma paga, administrada por uma empresa como o Shopify ou a Tray (da Locaweb). Ou optar por uma plataforma livre, como o Magento, PrestaShop ou WooCommerce.

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Plataforma Tray, da Locaweb: apenas o essencial

Sistemas pagos

À primeira vista, a escolha por uma loja paga pode parecer a decisão mais sensata. Afinal, ao entrar no site de um destes serviços, tudo parece mais fácil e descomplicado.

Para muitos usuários, a sensação de segurança e a ajuda técnica fazem a diferença, mas no mundo real, na rotina diária, estas soluções podem decepcionar muita gente.

Não são incomuns os relatos de usuários que ficaram na mão ao acionarem a assistência de uma plataforma paga. São exceções, mas pode acontecer.

Outro fator negativo, que só aparece depois de algum tempo, são os acréscimos de valores sobre a colocação de novos produtos, sobre o número de visualizações e a entrada de novos recursos.

Resumindo, as plataformas pagas podem representar uma boa escolha, mas analise bem as suas necessidades e tente projetar o futuro da sua loja virtual, para não precisar concluir, depois, que fez a opção por um sistema “engessado”, que vai impedir a expansão do seu comércio.

Sistemas “gratuitos”

Na outra ponta deste mercado estão as plataformas livres, com um sistema CMS gratuito, que permite maior flexibilidade para o crescimento da loja e no acréscimo de novos recursos. Muitos deles pagos também, mas com a diferença de que você terá mais liberdade de escolha entre os fornecedores destes recursos.

Não existe uma estatística muito precisa sobre o número de lojas que usa cada plataforma. Mas quase todas apontam a liderança do mercado do comércio eletrônico entre o Magento e o WooCommerce.

Pelas contas do Wappalizer, um serviço que rastreia as tecnologias usadas pelos websites ao redor do mundo, o WooCommerce já ocupa o primeiro lugar, com 36% do mercado ecommerce, contra 15% do Magento, 10% do Shopify e 10% do OpenCart.

Para os dados do serviço de estatísticas da web, a australiana BuiltWith, referentes a julho de 2016, o Magento deteria 20% do mercado; o Woocomerce, 9%; o Shopify 8%.

No Brasil, segundo uma pesquisa da ABCOMM, em 2014, a plataforma de comércio eletrônico mais usada foi o Magento.

Mas não se engane: usar uma plataforma gratuita não significa que não terá que desembolsar uma grana com o seu desenvolvimento. Você também deve botar nesta conta os serviços de design, manutenção e implementação de novas ferramentas (Newsletter, email marketing, promoções, ferramentas de segurança, backup, etc).

É muito trabalho, isso se você realmente quiser ser o dono de uma loja online profissional e que dê um retorno a médio prazo.

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Versão 2.0 do Magento: tentativa para barrar o avanço do WooCommerce

Magento

Lembro bem a minha decepção ao usar o Magento pela primeira vez: como podia um sistema tão sólido no seu front end (as páginas visualizadas pelo usuário) ser tão confuso no seu back end (área administrativa usada pelo desenvolvedor da loja).

Não dá para negar: recursos ele tem de sobra. Talvez por esta mesma razão, algumas ações no Magento, como o preenchimento de dados dos produtos, torna-se uma tarefa extensa e cansativa. Tanto quanto adicionar um novo tema, ou mudar o layout do tema instalado.

A versão 2.0 do Magento, recém lançada, pretende minimizar esta deficiência e se aproximar do visual do WooCommerce, muito mais amigável.

O Magento também é reconhecido por ser um sistema um pouco pesado, que exige um servidor com bons recursos, e que entregue uma boa velocidade de processamento de dados.

Muitos usuários tradicionais deste sistema reclamam que o atual dono (o eBay) teria abandonado os primeiros apoiadores e a estrutura democrática da comunidade para seguir uma estratégia não muito clara para os seus usuários.

Com isso, segundo estes críticos, inúmeros módulos estariam sendo oferecidos sem o padrão de qualidade necessário para um sistema de comércio eletrônico.

Em resposta, a eBay está transformando a atual loja de módulos e temas, a Magento Connect, em uma nova loja, a Magento Marktplace, mas ainda apenas para aqueles que migrarem para a versão 2.0.

Não espere muito, a migração para a versão 2.0 não deverá ser muito tranquila.

As confusões nas hierarquias (categorias) de produtos ainda permanecem. E para os usuários brasileiros, a nova versão ainda não traz as integrações com os Correios e alguns meios de pagamento.

Quem vai querer montar uma loja assim?

Lançamento: 2008

Desenvolver atual: eBay

Estrutura: linguagem PHP, módulos e temas.

Últimas versões: (9 de julho de 2016)

Community Edition 2.1.0 – versão de licença livre, com suporte da comunidade.

Enterprise Edition – versão paga com suporte especializado incluindo vários recursos ausentes na versão gratuita.

Magento Enterprise Cloud Edition – é uma versão da Enterprise Edition com hospedagem direta nos servidores da Amazon Web Services (AWS).

 POSITIVO

Grande número de usuários, comunidade participativa.

Não é por nada que seja usado por tanta gente. Mesmo confuso, é um sistema sólido, com muitos recursos de administração de produtos e clientes.

 NEGATIVO

Painel administrativo desorganizado, estranho até mesmo para usuários com razoável conhecimento técnico em CMS.

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WooCommerce: simples e eficiente
WooCommerce: simples e eficiente

WooCommerce

O WooCommerce, uma ferramenta de vendas que roda sob o WordPress, já deixou para trás a sua imagem de recurso simples e amador para se tornar uma das líderes no setor de comércio online.

Não é difícil entender o por quê. A sua área administrativa segue o mesmo padrão consagrado do WordPress. E a facilidade de uso na rotina de uma loja virtual faz muita diferença depois de pouco tempo de uso.

É bem mais flexível e amigável também nas soluções de layout. Ao contrário do Magento, o WooCommerce começa como uma plataforma simples, que pode ser constantemente ampliada através de plugins gratuitos ou pagos.

Erroneamente o WooCommerce já foi classificado como um sistema adequado apenas para pequenas lojas. Mas muitas lojas com mais de 1000 produtos funcionam normalmente, sem travamentos ou quebras.

Lançamento: 2011 (tendo como base o WordPress, este lançado em 2003).

Desenvolvedor: Woothemes

Estrutura: linguagem PHP, plugins e temas.

Última versão: WooCommerce 2.6.2 (9 de julho de 2016)

 POSITIVO

Área administrativa simples e com recursos essencias com fácil acesso. Novos recursos podem ser facilmente acrescentados através de plugins.

Por estar dentro do WordPress, o WooCommerce se beneficia de todos os ótimos recursos de seu pai, como a integração com o Google, possibilidade para se agregar um blog e outras centenas de ferramentas.

Boa parte dos plugins – como Correios e formas de pagamento – são gratuitos.

Acrescentando-se uma ferramenta construtora de layout, ou mesmo se usando uma das dezenas de temas pagos ou gratuitos, pode-se elevar a dupla WordPress/WooCommerce a um novo patamar de construção de uma loja virtual, o que dificilmente se consegue com o Magento ou o Prestashop.

 NEGATIVO

Não dá para negar: o WooCommerce tem como base o WordPress, uma plataforma criada originalmente para rodar blogs. Assim, algumas vezes o layout se apresenta um tanto desajeitado, especialmente quando se acrescentam alguns novos recursos.

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Prestashop: muitos recursos, mas as vezes confuso
Prestashop: muitos recursos, mas as vezes confuso

PrestaShop

O PrestaShop não é muito conhecido no Brasil. Eu poderia defini-lo como um sistema intermediário, entre o Magento e o WooCommerce.

Tem uma área administrativa um pouco menos desorganizada do que o Magento mas com ferramentas bem completas para o gerenciamento das vendas, além de incluir várias outras regras essenciais para o bom funcionamento de uma loja virtual.

Lançamento: 2008

Desenvolvedor: PrestaShop SA

Estrutura: linguagem PHP, módulos e temas.

Última versão: PrestaShop v1.6.1.6 (9 de julho de 2016)

 POSITIVO

O tema default (original) é bem estruturado, já vem com o framework bootstrap (responsivo, para smarthphones e tabletes) e oferece um recurso para se apagar o conteúdo de exemplo depois de iniciado o projeto. A área administrativa, dos produtos, clientes, transporte e pagamentos é bem intuitiva, com bons recursos e fácil de usar.

 NEGATIVO

Minha primeira sensação ao criar minha primeira loja com o Prestashop: ele foi desenvolvido a partir de uma plataforma de administração de comércio online e só depois os seus criadores se ocuparam da área de layout. Fica difícil encontrar ou instalar novos módulos (a maioria pagos) e bem complicado o acesso e modificação do layout.

O PrestaShop tem a sua força maior nos EUA, França e Espanha. Com isso, a comunidade brasileira não tem o mesmo peso das plataformas líderes, dificultando um pouco a resolução de algum problema técnico.

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.