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Testei o Korora, um linux simples, leve e fácil de usar

O Korora é um Linux Fedora, e uma ótima alternativa para quem procura um sistema operacional leve e com um design caprichado.

Se ele pode substituir o Windows? Claro que sim, e com a enorme vantagem dos Linux quanto às atualizações gratuitas e a segurança deste sistema.

O Linux é um pouco intimidador para o usuário acostumado com o Windows, mas esta estranheza termina logo depois da sua instalação.

Uma distro como o Korora é uma excelente opção, a menos que você precise rodar programas como o Photoshop, o pacotão Oficce, AutoCAD ou games. Nisso o Windows e o OS (Apple) são imbatíveis.

Nome esquisito

O nome em português não ajuda muito, parece um produto chinês de segunda linha. Para “piorar”, ele é um derivado do Linux Fedora.

Preconceitos sonoros à parte, o Korora é – definitivamente – uma ótima opção para quem deseja um sistema leve, rápido e intuitivo.

Leve e estável

O melhor do Korora está mesmo na facilidade de uso. O pessoal do desenvolvimento caprichou no design. Falo design porque muita gente confunde esse termo com o visual, o que não é a mesma coisa. O design contempla não apenas o layout mas a soma entre o visual e a funcionalidade. E nisso o Korora é muito bom.

Quase tudo está a mão, numa única tela. A organização das janelas recebeu uma atenção especial. Expandir, reduzir ou ajustá-las vira uma tarefa tranquila, através do uso do mouse ou pela ajuda de atalhos.

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Organização das janelas: o melhor do Korora

O que você vai precisar

Instalei o Korora em um HD zerado com o auxílio do Gparted, um dos apps mais conhecidos do pessoal que usa Linux. Escolhi o sistema FAT32 (deveria ter usado outro?) e baixei a versão 64-bit. Deixei a medonha tarefa de montar as partições para ser feita pelo próprio instalador do Korora.

Decidi fazer a gravação em um pendrive de 8GB, já que o meu drive de DVD tem se recusado a funcionar. Só que não consegui fazer isso com nenhum app nativo do Ubuntu. Depois de torrar os neurônios finalmente descobri como fazer: clicando na ISO baixada com o mouse direito e executando a função gravar disco.

A máquina hospedeira, um PC de 2008 com 4Gb de memória.

Instalação: o que escolher

Eu aconselho o uso da versão 64-bit. Na de 32-bit/Gnome, por exemplo, é bem complicado instalar o Chrome. E para mim isso faz muita diferença, porque eu gosto de usar alguns serviços do Google, como o Drive e o Gmail.

Antes de baixar o Korora, você precisará escolher ainda a versão do sistema (22 ou 23) – eu escolhi a 23, mas se você quiser uma versão compatível com um maior número de programas, a melhor opção é a 22.

Por fim, você deverá escolher o tipo de desktop, com quatro opções: Mate, Gnome, KDE, Xfce ou Cinnamon. O Gnome é uma boa decisão.

A variação entre os desktops é uma tentativa do pessoal do Fedora em oferecer vários pacotes distintos que se diferenciam – basicamente – pelo visual e número de aplicativos instalados. Para mim, isso é um erro; só reforça a fama do Linux como um sistema pouco amigável. Mas isso felizmente não chega a ser um problema.

Depois destas escolhas, a instalação corre descomplicada e rápida. Você define as partições ou, se quiser, deixa o próprio instalador fazer isso, o que torna tudo mais fácil.

Na minha experiência, o Korora detectou todas as conexões e drivers. O pacote de apps “nativos” é bem completo. Poderia vir com o Filezilla e com o Thunderbird, mas baixa-los é tão simples quanto qualquer outro sistema com Linux.

Baixe o Korora aqui: https://kororaproject.org/download

Saiba quais as diferenças entre os quatro desktops: https://kororaproject.org/about

Os concorrentes

Tirando o Windows e o OS/Mac, o Linux está presente em dezenas de sistemas operacionais disponíveis no mercado.

Os mais conhecidos: Ubuntu, OpenSUSE, Linux Mint e Fedora Workstation.

Para o meu gosto, todos eles são “pesados” demais. Nem tanto quanto o Windows, mas igualmente tão confusos quanto o sistema da Microsoft.

A nova geração dos Linux, como o Korora, vem com uma proposta minimalista, mais aproximada dos OS/MAC, da Apple. O mais semelhante ao Korora é o Linux Elementary, seu “concorrente” direto. Eu testei o Elementary, mas, ao contrário do Korora, ele apresentou alguns bugs que comprometeram o seu uso.

Velocidade e facilidades

O que eu mais gostei no Korora foi a sua velocidade e a facilidade de uso, e era isso mesmo que eu estava procurando.

As duas semanas – o período de testes – não são suficientes para se conferir a estabilidade de um sistema operacional, mas é o bastante para se confirmar as suas principais qualidades.

E o Korora tem qualidades para ser uma ótima opção como um segundo ou até primeiro sistema operacional para quem deseja um sistema descomplicado, rapido e leve. Tudo isso dentro de uma embalagem muito bem elaborada e fácil de se usar.

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.

  • Wilian Alves

    Li seu artigo e como usuário de Linux já há algum tempo acho que posso dar alguns “pitacos”…
    (lá vem o textão)
    Antes dos pitacos, no seu artigo fica bem claro que você não é um usuário “hard” e que está acostumado/adaptado e gosta muito do MacOS.
    Sim você deveria ter escolhido outro formato de sistema de arquivos FAT e NTFS são para Windows, Linux usa outros o mais recomendado é o EXT4. Mas como n hora de instalar você optou por instalar automaticamente o instalador corrigiu isso durante a instalação.
    O que você julga ser um “erro”, é um dos grandes diferenciais do Linux (Linux-GNU). A liberdade e personalização. Um usuário que acaba de sair do Windows se identificará muito mais com Linux Mint Cinnamon,e KDE (KDE que é tão “pesado” quanto o Gnome também é fonte de “inspiração” pro Windows7 e 10) do que qualquer sistema com o Gnome-Shell, eu particularmente prefiro o XFCE por ser muito personalizável, bonito, muito leve e pra mim mais produtivo do que o Gnome. Acho que Elementary usa esse ambiente gráfico, XFCE, e inclusive tem com o deixar o XFCE a cara do MacOS, ainda mais do que no Elementary, sem precisar trocar o sistema inteiro.
    Caso você não tenha pegado, a coisa é assim: a proposta de ter a liberdade de poder escolher dentre tantos ambientes gráficos (desktop como vc usou) é que no Linux o sistema se adapta à você enquanto no Mac e Windows é o usuário quem tem de se adaptar ao sistema. (É igual ao Android, a Samsung personaliza bem a interface visando deixar bem intuitiva o que deixa o que consome mais recursos do aparelho igual Gnome e KDE, tem os Androides mais “puros” da Motorola e por sua vez consomem menos recursos além das sua própria customização. IOS por exemplo é uma coisa só sempre). Não vou me alongar, ainda mais hehe, mas é um equivoco dizer que a diferença de um ambiente pro outro é apenas visual e aplicativos.
    A versão que você deve baixar depende do seu processador se o processador (CPU) for de 32Bits não adianta tentar instalar a versão de 64. O inverso funciona e aí sim se aplica a sua dica.
    “Só que não consegui fazer isso com nenhum app nativo do Ubuntu. Depois de torrar os neurônios finalmente descobri como fazer: clicando na ISO baixada com o mouse direito e executando a função gravar disco.” Você usou uma ferramenta nativa, já que não teve que instalar nada para isso, kkk, apenas se fez de um atalho que o Ubuntu traz no explorador de arquivos. Mas se quiser abrir a ferramenta é só apertar a tecla “super” (tecla do Windows no teclado e digitar USB que aparece).

    Mas parabéns pela iniciativa de alguém que não um profissional de TI testar e colocar suas observações.
    (um adendo, esse Gnome aí está com o tema e pacote de ícones Numix flat, você pode instalar qualquer uma das distros mais famosas e depois instalar esse tema, Numix em qualquer ambiente gráfico e adicionar o pacotes de ícone que vi ficar igual rsrs no quesito “design” que você ressaltou esse não foi trabalho da equipe do Korora).

    • Paz

      Wilian, valeu o seu comentário. Eu entendo sim a proposta dos linux. É que eu venho de uma formação em design gráfico e tenho certeza absoluta que se a comunidade Linux seguisse a filosofia visual da Apple, teria uma participação muito maior no mercado do que detém hoje. Penso que um sistema deveria ser pensado para o usuário comum, e não para profissionais.
      Você tem razão, o correto, é claro, é se usar o EXT4. O FAT que eu escolhi foi para gravar o Korora num pendrive, não fui claro no meu texto.
      Resumindo, o post não tem a intenção de ser um conteúdo técnico, mas mostrar que existe vida além dos sistemas tradicionais, como o Windows.
      Para terminar, comparando dois sistemas, um com Windows 10, outro com Ubuntu 16, com Numix, como você falou, posso garantir que o o segundo é mais rápido e mais fácil de se usar. Mas aí, é preciso fazer algumas personalizações, que o usuário comum não está habituado a fazer.

  • Paz

    Certo, Guarnieri, mas não entendi se esta é uma dúvida ou você quer fazer uma comparação com outra distribuição…

    • Paulo Guarnieri

      Eu não citei nenhuma distribuição nas minhas questões e não conheço o Korora. As coisas que eu perguntei não foram temas do seu artigo, mas para mim, que estava procurando uma distro para instalar no meu PC em lugar do UBUNTU, são necessárias para decidir se vou instalar ou não.

      • Paz

        Ok, Guarnieri, agora entendi.
        Se vc já está acostumado com o Ubuntu e quer uma distro mais leve e com um visual menos confuso, eu te aconselho o Elementary, que roda o Ubuntu 14.

        • Wilian Alves

          Elementary não “roda” Ubuntu…
          Apenas é baseado nele, Assim como o Ubuntu é baseado no Debian. Os caras apenas pegam o sistema pegam o sistema pronto e o modificam/melhoram pra um ou vários objetivos, deixar mais leve, estável, se parecer com Windows, ser um sistema fácil out of the box etc etc etc…

      • Wilian Alves

        O J. Paz não é um usuário avançado essas perguntas/termos não devem ser comuns à ele. Mas se é baseada no Fedora deve seguir os mesmos conceitos. Pacotes RPM, empacotador YUM etc…
        Se você quer uma distro pronta pra usar recomendo o Mint Cinnamon, ou a brasileira Metamorphose baseada em Debian muito bonita e usa o KDE por padrão.Essa inclusive já reconhece e instala os drivers proprietários das VGA’s durante a instalação.
        Tem o Manjaro baseado em Arch, vem carregado de app’s, eu particularmente não gostei muito, baseada em Arch prefiro muito mais o Antergos. Mas o Manjaro tem uma comunidade grande aqui no Br.