Na falta de uma grande novidade, os Ultrabooks estão dominando os comentários na International Consumer Electronics Show (CES) 2012, de Las Vegas.

A Intel aproveitou o evento para lançar o seu processador Ivy Bridge, que já está presente em Ultrabooks de vários fabricantes, como o T430u, da chinesa Lenovo.

Para muitos especialistas, como o diretor da Intel, Paul Otellini, estes dispositivos “vão revolucionar a computação”.

Tem gente que discorda. Alguns redatores do site especializado Gizmodo acreditam que os Ultrabooks não passam de um clone do MacBook Air.

A ideia é: compre um dispositivo parecido com um tablet mas com um teclado e que roda a maioria dos seus programas Windows.

Afinal, o que é um Ultrabook?

Para receber este nome o aparelho precisa ser — basicamente — fino e leve.

Mas o que seria este “fino e leve”? A Intel define assim: espessura máxima de 2cm e peso de até 1,4kg. Ou seja, metade das dimensões e peso de um notebook.

Algumas empresas vão um pouco além. Definem um Ultrabook como um dispositivo no qual o armazenamento fica “na nuvem”. A Acer saiu na frente e está oferecendo gratuitamente um serviço de armazenamento (ilimitado) chamado AcerCloud. Ou seja, você poderá deixar todos os seus arquivos no servidor da empresa.

A maioria destes dispositivos precisa trabalhar com armazenagem em SSDs — que são hips de memória Flash, em substituição aos HDs magnéticos — o que representa um custo extra.

Seguindo os passos da Apple

Você não tem a sensação que já viu um dispositivo parecido?. Não é só impressão, eles têm a cara (e o fucinho) dosMacBook Air, da Apple.

Os próprios Ultrabooks não são exatamente uma novidade. Eles foram lançados em 2011, com o nome de Chromebooks (o nome vem da parceria de fabricantes com o Google, através do seu sistema operacional Chrome). Leia artigo sobre Chromebooks.

E por que não um Ultra-tablet?

A criatividade dos fabricantes (leia-se, a vontade de vender mais) está muito longe de atingir o seu limite.

A Lenovo apresentou na CES 2012 o IdeaPad Yoga, um dois em um que pode ser usado tanto como um laptop quanto como um tablet. E rodando o novo Windows 8.

Preços ainda são uma barreira

Como em qualquer outro dispositivo, o que mais interessa para o consumidor é o custo/benefício. E os Ultrabooks ainda são caros. Quase todos ficam na faixa dos mil dólares.

Fabricantes com a Asus e a Toshiba já anunciaram que pretendem reduzir este valor entre 5% e 10% no primeiro semestre de 2012.