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Urnas eletrônicas brasileiras são violadas por hackers

Aconteceu o que a Justiça Eleitoral mais temia: depois de oferecer o seu sistema para ser testado por especialistas, um grupo do Centro de Informática da Universidade de Brasília (UnB), conseguiu quebrar a segurança de uma de suas urnas eletrônicas.

Não acredita? Então leia no próprio site da Universidade: UnB quebra sigilo de urna eletrônica em testes organizados pelo TSE.

O teste foi executado por profissionais e estudantes da área de tecnologia da informação da UnB. Eles conseguiram descobrir quais os candidatos votados, apesar de não terem identificado os eleitores.

Aparentemente o sigilo do voto não foi quebrado, mas não seria difícil identificar os eleitores de determinada urna que pudesse ser violada.

Para o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, apesar desta quebra de sigilo, o sistema permanece confiável.

Não é o que pensa Diego Freitas Aranha, professor da UnB. Aranha afirmou que durante os testes foi possível montar a sequência dos votos dados por 485 eleitores. “Isso significa que o sigilo do voto eletrônico fica comprometido, podendo ser quebrado por quem anotar a ordem dos eleitores”.

Nem tão seguras assim

O sistema de votação por urnas eletrônicas é um orgulho para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mas visto com desconfiança por profissionais de outras áreas, como técnicos de informática, políticos e jornalistas.

Paulo Henrique Amorin lembrou o ex governador do RS e do RJ, Leonel Brizola, que dizia que era preciso que o voto fosse também impresso, para evitar fraudes.

João Paulo Rabello, jornalista do Estadão, afirma: “a impossibilidade de auditoria independente do resultado levou à rejeição de nossas urnas eletrônicas nos mais de 50 países que vieram a conhecê-la”. Leia o artigo completo aqui.

Rabello diz que o próprio TSE criou, em março de 2009, o Comitê Multidisciplinar Independente (Comind), que concluiu:

“Há exagerada concentração de poderes no processo eleitoral brasileiro, resultando em comprometimento do Princípio da Publicidade e da soberania do eleitor em poder conhecer e avaliar, motu proprio, o destino do seu voto. Desde 1996, no sistema eleitoral eletrônico brasileiro, é impossível para os representantes da sociedade auditar o resultado da apuração dos votos”.

O engenheiro Amílcar Brunazo Filho, especialista em segurança de dados, criador e moderador do Fórum do Voto Eletrônico, já alertava, em 2001, sobre a insegurança da urna. “Ela não é segura porque identifica o eleitor no mesmo ambiente em que ele deposita o voto, além de não permitir auditoria externa ao TSE.

Urnas brasileiras retinas no… Paraguai

No resto do mundo é bem diferente

Estranha é a resistência dos partidos brasileiros e do próprio TSE em implantar a urna eletrônica com voto impresso.

No Paraguai a oposição vetou o uso de urnas eletrônicas brasileiras, em 2008, por suspeitas de que o sistema pudesse ser violado.

Bélgica, Rússia, Argentina usam o sistema eletrônico, mas com impressão. Alemanha e Holanda proibiram a sua utilização.

Em 2009 o judiciário da Alemanha vetou o uso de urnas eletrônicas nas eleições, citando “riscos ao processo democrático”.

Segundo a revista alemã Der Spiegel daquele ano, “a corte decidiu que o sistema contradiz o princípio de transparência necessário para uma eleição pública e proibiu o uso dos equipamentos nas eleições gerais”.

Para os juízes alemães “o cidadão comum, neste caso, não tem meios para apurar possíveis erros de programação ou manipulações propositais.

O jornal The New York Times, em editorial de 2009, afirma claramente: “urnas eletrônicas que não produzem um registro em papel de cada voto não podem ser confiáveis.

Não acredita ainda que possa haver fraude nas eleições com urna eletrônica? Então não deixe de ver este vídeo (Jornal da Band, novembro de 2011):

Leia mais no site Vote Seguro

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Paz

J Paz Filho - Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce. Tenho especialização em design gráfico na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados. Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.

  • Renova, Saquarema

    Em Saquarema-RJ aconteceu um fato muito estranho.
    Antes das eleições era só andar pelas ruas e perguntar em quem o eleitor iria votar que a resposta era unânime: Pedro Ricardo, candidato da oposição.

    Pois bem, o rapaz perdeu em todas, eu disse todas as 173 urnas da cidade. Perdeu e perdeu de muito. O mais estranho é que hoje, dois meses após as eleições, você vai às ruas e os eleitores continuam unânimes em dizer que votaram em Pedro Ricardo.
    Seria muito mais cômodo para o eleitor dizer que votou na candidata vitoriosa. Mas não, o eleitor bate o pé afirmando que votou no outro.

    Curiosamente, é difícil encontrar alguém que confirme que votou na candidata vencedora, que coincidentemente é a esposa do deputado estadual Paulo Melo, presidente da ALERJ. Existem vários relatos da internet e inclusive vídeos no YOUTUBE atestando a vulnerabilidade das urnas eleitorais.
    Está lá pra quem quiser assistir. Esse triunvirato: Sérgio Cabral, Luiz Zveiter e Paulo Melo atenta contra a democracia. Todos os poderes encontram-se de um lado só da balança, prejudicando a alternância do poder, principal filosofia democrática.

    O fato é que não adianta espernear, pois o TSE, por mais que existam evidências que comprovem, jamais irá admitir fraudes em suas ‘caixas pretas’. O ideal seria que a urna eletrônica emitisse, também, um cupom onde mostrasse em quem o eleitor votou. E que esse cupom fosse colocado numa urna tradicional ao lado dos mesários, para fins de comprovação posterior. Uma coisa é certa: nenhum outro país no mundo, depois de examinar, quis comprar nosso ‘avançadíssimo, rápido e moderno’ método de escrutínio, nem o Paraguai.

  • Renova, Saquarema

    Em Saquarema-RJ aconteceu um fato muito estranho.
    Antes das eleições era só andar pelas ruas e perguntar em quem o eleitor iria votar que a resposta era unânime: Pedro Ricardo, candidato da oposição.

    Pois bem, o rapaz perdeu em todas, eu disse todas as 173 urnas da cidade. Perdeu e perdeu de muito. O mais estranho é que hoje, dois meses após as eleições, você vai às ruas e os eleitores continuam unânimes em dizer que votaram em Pedro Ricardo.
    Seria muito mais cômodo para o eleitor dizer que votou na candidata vitoriosa. Mas não, o eleitor bate o pé afirmando que votou no outro.

    Curiosamente, é difícil encontrar alguém que confirme que votou na candidata vencedora, que coincidentemente é a esposa do deputado estadual Paulo Melo, presidente da ALERJ. Existem vários relatos da internet e inclusive vídeos no YOUTUBE atestando a vulnerabilidade das urnas eleitorais.
    Está lá pra quem quiser assistir. Esse triunvirato: Sérgio Cabral, Luiz Zveiter e Paulo Melo atenta contra a democracia. Todos os poderes encontram-se de um lado só da balança, prejudicando a alternância do poder, principal filosofia democrática.

    O fato é que não adianta espernear, pois o TSE, por mais que existam evidências que comprovem, jamais irá admitir fraudes em suas ‘caixas pretas’. O ideal seria que a urna eletrônica emitisse, também, um cupom onde mostrasse em quem o eleitor votou. E que esse cupom fosse colocado numa urna tradicional ao lado dos mesários, para fins de comprovação posterior. Uma coisa é certa: nenhum outro país no mundo, depois de examinar, quis comprar nosso ‘avançadíssimo, rápido e moderno’ método de escrutínio, nem o Paraguai.