É uma ótima notícia. A Canonical, empresa com sede na Ilha de Man, no Reino Unido, anunciou esta semana o lançamento do sistema operacional Ubuntu para tablets.

O Ubuntu é um sistema de código aberto, baseado no Debian/Linux, sustentado por desenvolvedores independentes do mundo inteiro.

Além do usuário “comum” a sua base também está localizada nas grandes empresas, instituições governamentais e de ensino, bancos, servidores…

É adorado pelo lado mais “Nerd” da internet e odiado por uma parte dos usuários do Windows.

Desconhecido?

O nome talvez não ajude muito, principalmente no mercado brasileiro.

Mas não se engane: o Ubuntu é um gigante nesta área. Reconhecido no mundo inteiro pela sua segurança e estabilidade.

É uma excelente alternativa para um mercado que, até agora, só era abastecido por sistemas operacionais ligados a mega empresas de capital aberto (Google, Apple, Microsoft).

Com a chegada do Ubuntu, essa lógica comercial pode mudar, favorecendo outros tipos de usuários, como os ligados à educação, por exemplo (estudantes, pesquisadores, etc).

ubuntu_tablet_principal

Chegou a vez do Linux

A (imensa) comunidade do Linux sempre tentou convencer os usuários do Windows sobre as vantagens deste sistema operacional.

Mesmo sendo extremamente leve, rápido e seguro, ele jamais conseguiu ameaçar a liderança do rival.

Principalmente por não oferecer programas tão bons e por ter uma interface gráfica feia e confusa.

Só que agora a realidade é outra: com um pouco de exagero, a interface do Ubuntu/Linux parece que foi feita para rodar em tablets.

Até aquele visual que não funcionava muito bem nos PCs parece que se encaixou perfeitamente na sua nova “casa”.

Layout para o usuário

Ter chegado só agora ao mercado, não chega a ser uma grande desvantagem.

Este também foi o tempo necessário para que o pessoal do Ubuntu olhasse para os seus rivais (Android e Windows 8) e criasse um sistema sem os mesmos “erros”.

O que mais se destaca no Ubuntu para tablets são as janelas deslizantes. Na mesma tela você pode organizar pelo menos duas janelas, de um jeito fácil e intuitivo.

É um recursos semelhante ao picture-in-picture usado por alguns fabricantes de tv, na qual se pode ver dois canais ao mesmo tempo.

ubuntu_tablet_janelas

O funcionamento do tablet com Ubuntu não é nada complicado:

A área de trabalho ficou dividida em quatro setores básicos, que são acessados ao se deslizar o dedo na tela principal:

1 –  À esquerda ficam os aplicativos e a (polêmica) interface Unity;

2 – À direita, o acesso às redes sociais;

3 – Em cima ficam reunidas todas as mensagens recebidas;

4 – E embaixo, os controles do aplicativo que está sendo usado.

Os menus administrativos permanece tão bons quanto o Ubuntu para PCs. É muito fácil mexer no volume, brilho, calendário, conexões de rede, etc.

ubuntu_tablet_rede_social

Aplicativos: o grande desafio

O maior desafio da Canonical é o mesmo que enfrenta a Microsoft com o Windows 8: oferecer uma variedade razoável de aplicativos.

Para atrair novos desenvolvedores, a empresa tenta demonstrar a facilidade para a criação de novos apps ou para a adaptação de apps de outras plataformas para o Ubuntu.

Uma vantagem é que o sistema aceita qualquer app criado em JavaScript ou HTML 5, o que engloba a maioria dos aplicativos atuais.

De fábrica

O Ubuntu para tablets virá com alguns aplicativos nativos e para a web.

Os usuários que já estão acostumados com o sistema não terão nenhuma surpresa.

Ele continua com as mesmas ótimas ferramentas de personalização.

Busca de parceiros

A Canonical mandou avisar que já está na busca de parceiros, tanto de fabricantes de tablets quanto de desenvolvedores de aplicativos.

Segundo a empresa, gigantes como a desenvolvedora de games EA, já estariam de olho no potencial do Ubuntu.

Potencial é enorme

Por ser um código aberto, com milhares de adeptos e uma comunidade de fãs incrivelmente forte, é muito provável que este sistema operacional tenha sucesso.

Até para os fabricantes — cansados de pagar taxas de licenciamento pesados ​​para o softwares proprietários — também pode ser um bom negócio.

J Paz Filho

J Paz Filho

Jornalista (PUC) /// Designer (Unisinos) /// Geek /// Produtor de conteúdo editorial ///Websites e e-commerce /// Editor de jornais e revistas
J Paz Filho