Seria totalmente injusto apontar a China como um país que só sabe fazer cópias de produtos ocidentais consagrados. O Japão e a Coréia começaram assim.

A verdade é que os chineses estão se transformando numa potência tecnológica. Mas esta rápida evolução carrega problemas também. E um dos maiores é a falsificação.

A primeira vez que eu ouvi falar de iPhones falsificados foi através de uma conversa com um vendedor de um grande magazine no Shopping.

Me dizia ele que uma pessoa entrou na loja pedindo informações sobre o seu iPhone (comprado sabe-se lá aonde), pois não conseguia baixar nenhum aplicativo.

O vendedor chamou um representante da Apple que estava na loja. Ele examinou o dispositivo, esperou o “cliente” sair e comentou com o vendedor: “é falso”. (A loja não era uma Apple Store).

Cópias bem feitas

Pois neste semana a polícia de Xangai desarticulou uma uma operação de fabricação e venda de iPhones falsos para o mercado chinês.

Os componentes vinham da província de Guangdong, no sul do país, e seriam montados em Xangai.

Segundo os relatos de policiais que participaram da operação, os iPhones falsos eram uma cópia muito bem feita, e, aparentemente, difícil de ser distinguida do original.

Após alguns testes, as autoridades chinesas concluiram que o iFake realizava todas as funções de um iPhone original. A principal diferença estava na capacidade da bateria: muito menor.

Este não é o primeiro episódio envolvendo falsificações da Apple na China. Recentemente uma série de lojas falsas da Apple foram fechadas na província de Kunming.

[Via PCWorld]

J Paz Filho

J Paz Filho

Jornalista (PUC) /// Designer (Unisinos) /// Geek /// Produtor de conteúdo editorial ///Websites e e-commerce /// Editor de jornais e revistas
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