Até julho de 2010 a Apple já tinha vendido 3,3 milhões de tablets e estes números não param de crescer. Para 2011 as metas da empresa são ainda mais ambiciosas: comercializar 45 milhões de iPads e para isso pretende expandir as suas fronteiras e atingir o milionário mercado chinês.

A comparação entre os dois produtos não é totalmente justa, já que possuem funções diferentes, mas o que está em jogo é o avanço da Apple na área dos livros digitais.

Para conter este avanço, a Amazon já anunciou que vai aumentar o valor dos direitos autorais para 70% sobre a venda de cada livro na Kindle Stores, uma manobra para igualar-se aos valores pagos pela Apple na sua App Store. Sem falar que os leitores Kindles tiveram seus preços reduzidos pela metade em apenas um ano.

Fora isso, a Amazon também pretende ganhar terreno lançando aplicativos de leitura para smartphones como fez recentemente com o Blackberry.

Segundo a empresa de pesquisas norte-americana ChangeWave, a participação do Kindle no mercado de e-readers caiu de 68% para 47%, entre agosto e novembro de 2010; no mesmo período, o tablet da Apple subiu de 16% para 32%

Outro dado interessante levantado nesta pesquisa diz respeito ao conteúdo acessado pelos usuários dos dois produtos: dos que tem iPad 51% leem jornais (contra 11% dos donos do Kindle). Revistas: 26% contra 8% e blogs/feeds de notícias: 45% contra 3%. Apesar de o Kindle já vir com este tipo de conteúdo integrado, a Apple acredita que a responsável por esta diferença esteja na sua tela colorida.

Mesmo com o crescimento de vendas do iPad no mercado dominado pelo Kindle, a tendência é o de um crescimento global no mercado de e-readers, o que de certa forma acaba beneficiando o faturamento da Amazon.

J Paz Filho

J Paz Filho

Jornalista (PUC) /// Designer (Unisinos) /// Geek /// Produtor de conteúdo editorial ///Websites e e-commerce /// Editor de jornais e revistas
J Paz Filho