As rádios brasileiras estão usando uma nova, e esperta, forma de comunicação: uma espécie de “ouvinte colaborativo”, que transmite a informação – de graça – sobre o trânsito, acidentes, engarrafamentos, condições das estradas, tempo, etc, etc, etc…

Ao invés de gastar com jornalistas, estas empresas recebem a comunicação de graça, de ouvintes que – ingenuamente – imaginam estar prestando um serviço à comunidade.

Até poderia ser, se estas informações não revertessem em grana investida pelos anunciantes.

Essa “nova comunicação”, representada pelas redes sociais, não passa de uma enganação. Tudo ainda permanesse como antes, a não ser a introdução de um novo suporte, leia-se, internet e aparelhos touchscreen (smartphones e tablets).

O mais irritante é que estas rádios tentam nos convencer que estes “colaboradores” prestam um serviço de utilidade pública, quando, na verdade, tudo não passa de uma relação comercial.

Nem vou falar aqui sobre o perigo que é falar ou digitar usando um dispositivo móvel enquanto se dirige. Bem, isso parece não interessar…

J Paz Filho

J Paz Filho

Jornalista (PUC) /// Designer (Unisinos) /// Geek /// Produtor de conteúdo editorial ///Websites e e-commerce /// Editor de jornais e revistas
J Paz Filho