Quando lançou o Surface, em outubro de 2012, a Microsoft não conseguiu explicar o que exatamente estava vendendo.

Um tablet com teclado? Um notebook com tela touch screen?

Foram dois modelos, cada qual rodando um processador diferente, com sistemas operacionais diferentes. Mas era o mesmo Windows.

Não entendeu? Nem você, e nem a maioria dos usuários.

O Surface rodando o Windows RT começou com 499 dólares. O Surface com Windows Pro, semelhante ao sistema operacional usado nos PCs, 899 dólares.

Vendas em baixa

Exceto alguns especialistas e fanboys da Microsoft, pouca gente se entusiasmou com os tablets da empresa.

O Surface RT, o modelo de estreia, se parece com um notebook mas não roda os programas do Windows, como o pacote Office.

E, quando foi lançado, tinha uma lojinha de aplicativos muito fraca.

Mesmo com uma redução de preços em 100 dólares, o RT não saiu das prateleiras.

Com o Surface Pro a situação foi ainda pior.

Ele trabalha como um notebook mas não se dá muito bem quando é usado como um tablet.

É mais caro do que a maioria dos notes de primeira linha e o seu preço – acredite! – não inclui o teclado, que deve ser comprado separadamente.

Sua bateria não chega às 5 horas de uso, e mais da metade do armazenamento dos seus modelos são “roubados” pelo sistema operacional.

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Em busca de compradores

Talvez os Surface fiquem mesmo no restrito mercado empresarial. Ou atinja os usuários que não abrem mão de usar o Office.

Para estes, o Surface RT traz uma versão reduzida do Office. E o Surface Pro, a  versão “quase completa”.

Na verdade o Surface RT vem com o Office 2013  Home & Student, mas, tecnicamente, só pode ser usado para o trabalho ou nas ONGs (organizações sem fins lucrativos) se eles tiverem uma licença comercial separada para o Office 365 . 

Não, isso não significa desbloquear qualquer nova funcionalidade, ele só custa mais dinheiro.

O Office para Windows RT também não vem com o Outlook.

Talvez nem chegue ao Brasil

Bem, eu não vou gastar mais tempo falando do Surface, afinal, a Microsoft brasileira não se interessou em lançá-lo por aqui.

Em fevereiro, quando a empresa anunciou o lançamento do Surface Pro, eu fiz um longo artigo, que me deu um trabalho danado, e quase não foi lido.

Quando a Microsoft mudar de ideia, eu prometo uma análise completa.

J Paz Filho

J Paz Filho

Sou jornalista, trabalho na produção de conteúdo editorial e na criação, desenvolvimento e manutenção de websites - incluindo e-commerce.///Especialização em design na Unisinos e já fui editor de mais de uma dezena de jornais e revistas especializados.///Faça um orçamento enviando uma mensagem no contato; ou por email.
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